A origem do termo "Paralimpíada" é
obscura. O nome foi originalmente criado numa contração combinando "Paraplegia" e "Olimpíada". A inclusão de outros
grupos de deficiência tornaram esta explicação inadequada. A explicação formal
atual para o nome é que ele deriva da preposição grega παρά, pará ("junto
a" ou "ao lado de") e, portanto, refere-se a uma competição
realizada em paralelo com os Jogos Olímpicos. A primeira vez que o termo
"Paraolímpicos" entrou em uso oficial ocorreu nos Jogos de Verão de
1988, realizados em Seul.
Polêmicas
Doping
Os primeiros casos de doping em Jogos
Paralímpicos ocorreram em Barcelona 1992, quando cinco atletas foram pegos
nos exames. Em Atlanta 1996, nenhum caso foi registrado, mas
em Sydney 2000 onze atletas foram punidos (dez deles do levantamento
de peso). Em Atenas 2004 dez atletas falharam nos testes e
em Pequim 2008 três atletas foram suspensos. Em Jogos
Paraolímpicos de Inverno, destaca-se o caso de Thomas Oelsner, esquiador
alemão, que foi reprovado nos testes após conquistar duas medalhas de ouro
em Salt Lake City 2002, e o de Glenn
Ikonen, curler sueco de 54 anos de idade, suspenso de Vancouver
2010 por causa de um remédio para hipertensão arterial prescrito
por seu próprio médico e que continha substâncias proibidas.
Maiores medalhistas
Maiores medalhistas
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| Daniel Dias (Brasil) |
Equipe de natação americana das Olimpíadas de 1980 Trischa Zorn dos Estados Unidos é a atleta paraolímpica mais condecorada da história. Ela competiu nas provas de natação para cegos e ganhou um total de 55 medalhas, 41 das quais de ouro. Sua carreira paralímpica durou 24 anos de 1980-2004 .Trischa também foi reserva da, mas não foi aos Jogos Olímpicos devido ao boicote americano do evento. Ragnhild Myklebust da Noruega detém o recorde de maior medalhista dos Jogos Paraolímpicos de Inverno. Competindo em uma variedade de eventos entre 1988 e 2002, ela ganhou um total de 22 medalhas, das quais 17 foram de ouro. Depois de ganhar cinco medalhas de ouro nos Jogos de 2002 ela se aposentou aos 58 anos de idade. Neroli Fairhall, uma arqueira paraplégica da Nova Zelândia, foi a primeira competidora paraplégica, e a primeira paraolímpica, a participar nos Jogos Olímpicos, quando ela competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984 em Los Angeles. Ela foi a trigésima quarta colocada na competição de tiro com arco.
Mais de mil atletas já ganharam mais
de uma medalha nos Jogos Paraolímpicos. A lista abaixo reúne os dez primeiros
mais os seis melhores de países lusófonos.
Esportes do IPC
·
Biatlo: é disputado por deficientes físicos
e visuais, agrupados em três categorias. Como a versão olímpica,o esporte reúne
a resistência física do esqui cross-country e a precisão
do tiro. Atletismo: possui provas para todos os tipos de deficiência,
com provas disputadas em cadeira de rodas, com o uso de próteses e com o
auxílio de um guia. Os dezessete tipos de evento (disputados na pista, no campo
e na rua) são divididos em diversas classes, de acordo com o grau de
comprometimento dos atletas.
·
Esqui alpino: é disputado por amputados, paraplégicos, portadores
de paralisia cerebral e deficientes visuais, agrupados em três categorias. Um
sistema de cálculos corrige o tempo de cada participante para permitir que
atletas com graus diferenciados de comprometimento possam participar da mesma
prova na mesma prova.
·
Esqui cross-country: é disputado por deficientes físicos
e visuais. Alguns atletas competem usando um "sit-ski", uma
cadeira apoiada em um par de esquis. As provas variam de 2,5 a 20 quilômetros
de extensão.
·
Hóquei sobre trenó: versão paralímpica do hóquei no
gelo, é disputado apenas por portadores de deficiência nos membros
inferiores.
·
Levantamento de peso: versão paralímpica
do levantamento de peso básico, é disputado por amputados dos membros
inferiores, paraplégicos e portadores de paralisia cerebral.
·
Natação: um dos
esportes mais populares dos jogos, é disputado por deficientes físicos e
visuais classificados de acordo com sua habilidade para cada nado. Não é
permitido o uso de próteses ou de qualquer equipamento que auxilie o nadador,
exceto os tappers, usados para bater levemente às costas dos
deficientes visuais para avisá-los de que a borda da piscina está próxima.
·
Tiro: disputado por deficientes físicos. Há duas categorias, para atletas em
cadeira de rodas e em pé. Um sistema de classificação funcional permite que
atletas de diferentes graus de comprometimento participem da mesma prova.
·
Dança esportiva em cadeira de rodas: único esporte que não faz parte do
programa dos Jogos Paraolímpicos devido ao número ainda restrito de federações
nacionais, é disputada nas categorias combinado (em que apenas um dos
integrantes do casal usa cadeira de rodas) e dueto (em que os dois integrantes
estão em cadeira de rodas).


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